thriller

“O laço sagrado”

Olá, olá! Estou de volta depois de deliciosas férias!
O tanto que eu aproveitei meus dias de descanso é proporcional ao tanto que “O laço sagrado” me decepcionou.
Depois de ter AMADO de paixão “O assassino cego” e ter pensado sobre um futuro possível em “Oryx e Crake“, acreditei que ler Margaret Atwood seria uma escolha sempre certeira.

Não é.

(escorre uma lágrima)

surfacing  laço sagradoNo livro escrito no começo de sua carreira, Margaret narra a história confusa de uma moça que retorna a uma remota ilha no Canadá, em busca de seu pai desaparecido.Em sua companhia estão um casal de amigos recém-conhecidos e seu atual namorado. Pouco acontece. A ação se passa toda na cabeça da narradora que, aos poucos, vai perdendo a sanidade.

Ela quer rendeção. Não foi uma filha presente, mas ressente-se da falta dos pais mortos. Tampouco tem contato com o irmão, ainda que procure em suas memórias da infância a confirmação de um elo forte com ele. Teve uma infância diferente, em um estado quase naturalistíco, o que parecia não ter gostado, mas que agora quer retomar.

A escrita de Atwood é excelente. Só que essa história não o é. A personagem principal não me cativou. Sua crescente loucura criou um distancioamento cada vez maior entre eu e o livro. Até que eu não me importei em chegar ao fim.

Meu veredito: vou esperar um tempo até ler Margaret Atwood de novo. Porque a balança ainda pende muito favorável a ela e quero tirar da minha memória o gosto ruim da última leitura.

Ricardo Darín: selo de qualidade

Ricardo Darín parece onipresente no cinema argentino; pelo menos, nas produções que chegam não nossa terrinha. E eu vou feliz assistir a todos os filmes nos quais ele atue!

tese sobre homicidioEm “Tese sobre um homicídio” não é diferente: Darín dá um show de interpretação e escolhe um roteiro inteligente para tirar do papel. Neste thriller psicológico, ele é um gabaritado professor de Direito que tem como aluno o filho de um amigo. O rapaz tem ideias peculiares sobre o Direito, em especial sobre a punição penal.

Quando uma moça é encontrada assassinada no estacionamento da faculdade, Bermudez (o professor) torna-se obcecado em descobrir o culpado, que, a seu ver, está diante de si e o desafio em um jogo perigoso.

Gosto de distrações leves, mas gosto ainda mais de filmes que tratam o espectador como ser pensante e não mero “engolidor de imagens”. As discussões de filosofia jurídica levantadas no filme são um plus à trama bem construída.

E o final? Nossa! Surpreendente!

“Antes de dormir”

Depois de meses sem conseguir “brincar” na gincana do Desafio Literário, completei mais uma etapa! O desafio deste mês era bem a meu gosto: romance psicológico. O que vale são os caminhos da mente humana; a realidade pela percepção viesada do personagem e não exatamente pelo o que os olhos dos outros veem.

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

“Antes de dormir”, de S. J. Watson, faz a mão suar, o coração acelerar, o cérebro querer correr para desvendar o enredo, os olhos quase pularem palavras numa ânsia de ler, ler, ler!!

Christine acorda todos os dias sem saber onde está. Quem é esse homem do seu lado na cama? Quem é essa mulher no espelho, tão mais velha do que ela se lembra dela mesmo? No meio de tantas dúvidas, ela tem que ser lembrada todos os dias por seu marido de quem ela é, de quem ele é, de que ela sofreu um acidente e perde a memória dos últimos anos todos os dias ao acordar. Ou seja, tudo que ela reaprende sobre si mesma durante o dia será apagado durante o sono.

Até que ela descobre que tem escrito um diário há algum tempo e assim vai juntando os pedacinhos de informação que colhe a cada dia. Só não entende o recado que deixou para si mesma: não confiar no marido. Mas ele não está lá, todos os dias, ajudando-a?

Uma parte do mistério eu consegui desvendar na metade do livro; a outra peça do quebra-cabeça foi surpreendente! Fui ficando com medo e ansiosa. A história parece que não vai avançar nunca, mas os pedacinhos vão sendo colocados aos poucos, para tudo fazer sentido no final.

Para momentos em que você tem bastante tempo para dedicar à leitura. Não dá para ler um pouquinho por dia!

DL 2013

“A promessa”

Se um dia você quiser ler um thriller e não quiser errar, procure algo do Harlan Coben. Ainda que alguns títulos sejam superiores a outros, você dificilmente irá se decepcionar.

Meu preferido de todos é “Não conte a ninguém” – falo dele outro dia. Hoje a vez é de “A promessa”. Harlan Coben varia os personagens, mas Myron Bolitar é recorrente. Dos que eu já li com o homem-de-bom-coração-metido-a-herói-que-só-se-mete-em-confusão, “A promessa” é o mais eletrizante.

Fonte 1

Fonte 1

Preocupado com as confusões em que adolescentes normalmente se envolvem, Myron faz a filha de sua namorada e a amiga dela prometerem que diante de qualquer problema, ligarão para ele, nem que seja para buscá-las de madrugada numa festa em que todos os motoristas estão bêbados.

Como promessa é dívida, Aimee, a filha da namorada, telefona no meio da noite, pedindo que ele a deixe na casa de uma pessoa que Myron não conhece. Só que Aimee desaparece e ele passa a ser o principal suspeito, já que foi o último a vê-la com vida.

Quem mandou querer ajudar“, pensa o leitor, que agora gruda nas páginas do livro para descobrir o que aconteceu com a menina.

 

“The pleasures of men”

Empolgada com o tema do Desafio Literário de março, seguir no tema de serial killers não me pareceu complicado. No entanto, a tarefa foi, sim, difícil. Difícil para obter o livro (“The pleasuses of men” foi comprado na Amazon-UK e trazido da Inglaterra por uma amiga) e difícil para lê-lo.

Estou acostumada a ler em inglês e ainda assim sofri um pouco. A língua não foi o pior entrave. Complexa mesma era a mente da personagem principal. As descrições e referências sem fim da pobreza e imundice da cidade de Londres de 1840 tampouco ajudaram.

the pelasures of men

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Catherine Sorgeiul, orfã de 19 anos, é acolhida por seu tio no bairro de Spitafilelds, em Londres. Os anos 1840s sofreram com declínio econômico e degradação social. Catherine tem problemas de convívio social e pouco sai de casa. Conta com uma imaginação fértil e conhece pouco sobre os negócios escusos do tio.

Neste cenário, seguidas mortes de jovens de baixa renda começam a alarmar a população. O assassino arruma o cabelo das moças em uma trança e rasga seus peitos, deixando o coração quase à mostra. É chamado pela imprensa de “Man of Crows” (“homem dos corvos”). A srta. Sorgeiul, atraída pela maldade das mortes, e como forma de expulsar seus próprios demônios do passado, resolve desvendar a identidade do homicida.

A leitura me deixava enjoada e confusa. Um sinal de que é um livro bem escrito, mas também de que eu não estava gostando da história e queria que logo acabasse (o que não foi tão logo assim, já que o livro conta com 390 páginas).

O melhor do livro de Kate Williams foi a nota histórica ao final. Nela, a autora informa que os assassinatos em série eram vistos pela sociedade inglesa como atos de gangues. Somente na metade do século 19, por influência da literatura, em especial de Arthur Conan Doyle (autor de Sherlock Holmes) e Robert Louis Stevenson (autor de Dr. Jekyll and Mr. Hyde) é que se tornou compreensível a noção de mortes repetidas por uma só pessoa, como no famoso caso de Jack, o estripador.

PS2: Consegui ler um segundo livro para o DL 2012 de março!

DESAFIO LITERÁRIO 2012

“No bosque da memória”

Mãos suadas. Coração acelerado. Dificuldade de parar de ler. Cérebro em tentativa frenética de juntar os pedaços de informação já lidos para descobrir o final… Se você não quer sentir esses sintomas, nem leia o livro de Tana French.

O passado do policial Ryan volta para aterrorizá-lo – e a nossa curiosidade também.

in the woods tana frenchUm grupo de arqueólogos encontra o cadáver de uma criança nas escavações de uma floresta irlandesa. A polícia é contactada para investigar o possível crime. Só que foi nesta mesma mata que o policial Ryan e seus dois amigos desapareceram quando crianças, sendo que somente ele foi encontrado, banhado em sangue e sem nenhuma memória do que aconteceu. Será que a investigação não somente elucidará o crime atual, como o que aconteceu com Ryan e seus amigos, décadas atrás?

Um thriller de primeiríssima. Este foi um dos livros que mais me deixou ansiosa pelo final.

 

Garota programada para matar

No filme “Hanna”, a personagem do título aprende a lutar, caçar e sobreviver em condições adversas no meio do gelo, desde pequena. Até o dia em que anuncia a seu tutor/pai que está pronta para enfrentar Marissa Wiegler, agente da CIA por quem ambos nutrem um desejo de vingança.

A fotografia e o ritmo frenético da “caçada” são os pontos altos, assim como a atriz principal, Saoirse Ronan (cujo trabalho eu já gostava desde “Desejo e reparação”). O que não convence são os “pulos de aprendizado” – como uma menina que vivia na floresta e nunca viu televisão, de repente sabe usar um computador? Se você não pensar muito nessas cenas, o filme é uma boa diversão.

Para fazer média com o namorado (pode entrar na categoria “filme de homem”) e ainda se divertir.