viagem

Caliente

“Latitudes”, com Alice Braga e Daniel de Oliveira, é um filme moderno, ágil, atual. E caliente. Bem caliente. Sem ser vulgar ou explícito, o que é um grande feito! O clima de sedução entre os dois que vão se encontrando por oito cidades pelo mundo é tão palpável, que você se sente até um pouco voyeur.

A melhor definição da história é do diretor Felipe Braga: “uma história de amor não romântica”.

latitudesOlivia e José são, respectivamente, editora de moda e fótografo reconhecido (que rejeita a ideia de fotografar moda). O caso deles começa com uma noite, então viram encontros ao acaso, depois combinados…

No começo, eu tive dúvidas se o jeito sedutor do José significasse que ele era um pouco canalha, depois passei a achar a Olivia muito indecisa e contraditória. Ou seja, pessoas reais, que podiam ser seus amigos.

Além disso, é uma delícia passear por cidades maravilhosas, como Paris, Londres, Veneza, Istambul…

O projeto deles foi lançar o filme em capítulos, na internet e na TNT, em agosto de 2013. Ainda bem que eu não esperei pelos capítulos semanais (ansiosa!) e já assisti à história completa na AppleTV.

A NY dos livros, por Flavia

No aniversário do blog, 3 posts prá eu (e vocês) matarmos as saudades.

Uma amiga pagou sua “dívida” – e com juros (o que significa 2 posts)! Assim, apresento um relato delicioso sobre a Nova York dos livros, por Flávia G N B:

Em uma viagem para Nova York, sobram recomendações do que fazer, onde comer, o que ver etc. A cidade tem tantas opções e tantos conhecidos e blogueiros já foram para lá antes que é difícil decidir o que fazer.

Quando fui para lá em 2012, aproveitei que era a primeira vez do Fábio na cidade e incluiu todos os passeios básicos no nosso roteiro. Além deles, conseguimos colocar alguns outros passeios, não menos clássicos, mas menos celebrados, que valeram muito a pena. Entre esses passeios, estão dois lugares que são o verdadeiro paraíso para quem gosta de livros e afins: a New York Public Library e a livraria Strand.

A New York Public Library (http://www.nypl.org/) fica na 5ª Avenida, entre a 40th e a 42 th, bem na frente do Bryant Park, ou seja, super central e perto de outros pontos turísticos que todo mundo frequenta. O lugar é maravilhoso por dentro e por fora. Construído para ser a sede da Biblioteca Pública de NY, o prédio foi inaugurado em 1911 e até hoje chama atenção, mesmo na famosa 5ª Avenida, repleta de atrações. Mas é entrando na biblioteca, especialmente nos seus ambientes e na imensa sala de leitura que o coração de quem gosta de livros bate mais forte. Cheia de ambientes bem decorados, livros a perder de vista e espaços convidativos para leitura, o ambiente é tão calmo que dá até para esquecer que estamos no coração da pulsante cidade que fica lá fora.

flabiblio(vista de fora da NYPL)

 

Flabiblio2

(porta e teto da sala de leitura principal tirado em homenagem à dona do blog!)

Outro lugar que quem curte livros não pode deixar de visitar é a livraria Strand (http://www.strandbooks.com/). Com o fofo slogan de “Where books are Loved” (Onde os livros são amados), a livraria tem um acervo incrível de livros e muitos acessórios para leitura, como marcadores de página, luzes, sacolas e outras coisas muito fofas. São tantas opções que eu fiquei meio perdida de por onde começar. É difícil se controlar para não sair de lá carregada de livros e outras coisinhas mais. A visita com certeza vale a pena, especialmente quando combinada com outros pontos turísticos vizinhos, como a Universidade de NY – NYU e o Washington Square Park, onde fica o Washington Arch, imortalizado pelo seriado Friends.

Flabiblio3(nécessaire da Strand e acessório de leitura comprado lá– o boneco rosa)

NY é uma cidade deliciosa de se conhecer e, se der para incluir alguns livros no caminho, melhor ainda!!!!

PS: Fotos por Flavia GNB.

 

“Trem fantasma para a estrela do oriente”

Viagens de trens. Era o que eu e Paul Theroux tínhamos em comum. Sua aventura de meses cruzando o leste europeu e a Ásia de trem era a história perfeita para me acompanhar na minha própria viagem.

Pena que o livro não era o que eu esperava.

trem fantasma para estrela do oriente paul theroux

Foto por Júlia A. O.

Em “Trem fantasma para a estrela do oriente”, Paul Theroux refaz os passos de sua viagem de 33 anos atrás, que ganhou voz em “O grande bazar ferroviário”. Atravessa países tão diferentes como Geórgia, Uzbequistão, Mianmar, Camboja e Japão.

Há passagens interessantes e conheci um pouco de países sobre os quais eu nada sabia. No geral, eu me arrastei pelas 495 páginas… O x da questão é que eu não me identifiquei com o tipo de viajante que Paul Theroux é. Obcecado por saber como funciona a indústria do sexo pago de cada país, acha graça em trens caindo aos pedaços (ao menos no começo da viagem) e critica cidades cosmopolitas.

Ainda assim, reconheço que é uma obra que agradará aqueles curiosos em conhecer a visão de alguém que presenciou parte das mudanças pelas quais certos países passaram nas últimas 3 décadas.

Viver uma aventura

Então, você resolve viver uma aventura. A milhares de kilômetros de onde você mora.

Você vai. Feliz, ansiosa, preparada, despreparada, confiante. Ri sozinha e ri acompanhada.

Como se não bastasse, com um empurrãozinho daquela pessoa que te faz expandir os horizontes, vai ainda mais longe. 30.000 km longe de casa.

Sente-se corajosa. Uma desbravadora. Indiana Jones! Talvez não tão corajosa assim, já que haverá guia, carro, hotel. Ainda assim, no seu mundo, são dias de aventura para relembrar por toda vida inteira. Daqueles de contar para os pais, amigos, filhos, desconhecidos.

Orgulho de ter enfrentado o medo e ter se arriscado. Profundamente agradecida por ter a sorte se combinado com esforço, aqueles que lhe apoiam e circunstâncias favoráveis.

Dias dignos de serem registrados no diário. Relidos na velhice – ou quando a vida lhe parecer enfadonha.

 

Dica do amigo (José Roberto Strang – 2)

Livro: “Sete anos no Tibet”, Heinrich Harrer + Viagem: Tibete

Por que vale a pena ler/viajar: Ao recitar como, em 1944, escapou de um campo de prisioneiros de guerra na Índia e, junto a outro fugitivo alemão, atravessou a fronteira para o Tibet e se esgueirou por vilarejos, tendas de nômades, planícies congeladas e montanhas de até 6000m de altitude até chegar a Lhasa, cidade proibida de onde fugiria novamente, sete anos mais tarde diante dos exércitos de Mao Tsé-tung, já na invejável posição de tutor pessoal do então adolescente Dalai Lama, Heinrich Harrer decerto tinha consciência de que seu relato autobiográfico levaria ao mundo a notícia de uma das mais audazes sagas do século XX. O que não deve ter imaginado, porém, é que sete décadas mais tarde “Sete Anos no Tibet” seria o melhor guia de viagem para o antigo Reino dos Budas encarnados, hoje província “autônoma” da China popular. Quem ousar desafiar as restrições impostas por Pequim para visitantes não-chineses e se aventurar na única viagem no mundo na qual simultaneamente se sobe em altura e se volta no tempo, presenciará as cenas, conhecerá os locais e se exporá a costumes descritos na obra que são ainda incrivelmente atuais, além de descobrir, com a ajuda do texto, os motivos do porquê um dia Tibet será definitivamente “Xizan”.

Comer bem em Buenos Aires…

… é tarefa fácil.

Mutos brasileiros torcem o nariz para a carne argentina, por achá-la “sem sal”. Eu e meu marido, por outro lado, somos ultra-fãs. Ele, daquelas bem sangrentas; eu, das “cocidas”, que ainda assim não perdem o sabor.

Com a chegada do feriado, imagino que haverão alguns leitores do blog rumando para o país “hermano”. Vou aproveitar e indicar dois restaurantes especialmente bons, que conheci por dica de amigos:

SUCRE – Esse é para arrasar. Ambiente hiper moderno, pessoas bonitas e bem vestidas, precinho condizente com o local e comida ótima, em especial ums maravilhosa costela de carneiro da Patagônia. Vá lá (e bem vestido): calle Mariscal Antonio José de Sucre, 676, Belgrano

FERVOR – Restaurante frequentado por argentinos do bairro da Recoleta, o que por si só já é atestado de boa carne. Do lado das deliciosas e tradicionais empanadas do Sanjuanino, encontra-se o restaurante no qual se pode pedir qualquer carne sem medo de ser feliz. Vá lá: calle Posadas, 1519, Recoleta.

E você, tem uma dica imperdível de Buenos Aires?

Dica da amiga (Kátia Seung Hee Lee)

Essa dica é diferente das anteriores. A Kátia disse que atualmente prefere viajar em sabores do que em palavras…

Dica de viagem gastronômica: para quem vai a Miami sugiro, como hospedagem, o hotel Fontainebleu, que fica em Miami Beach!

Além de ter uma piscina super badalada, em 2011 foram inaugurados 3 restaurantes premiados: o Scarpetta (italiano), o Gotham Steak (nova iorquino – no momento da reserva, pedir pela mesa no subsolo, é beeeemmm mais interessante) e o único restaurante chinês estrelado do mundo, que é o Hakkasan (também tem em Londres e eu super recomendo!!!).

Mesmo que não seja o caso de ficar hospedado no Fontainebleu, recomendo a visita a um desses restaurantes! Reserva indispensável, pelo próprio site.