Ainda dá tempo de ver algum filme indicado ao Oscar

Corram que dá tempo de assistir pelo menos um dos filmes nomeados ao Oscar, cuja premiação acontece neste domingo. Sempre é divertido tem aquele preferido para torcer.

Se você precisa de ajuda para escolher, algum deles estão aqui no blog:

A Dama de Ferro” – indicado a melhor atriz e melhor maquilagem

O Artista” – indicado a melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor filme, dentre outros

Tinitm” – indicado a melhor trilha sonora

O espião que sabia demais” – indicado a melhor ator, melhor roteiro

Histórias cruzadas” – indicado a melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor filme

Dos indicados que eu assisti, estou torcendo por “Meia Noite em Paris”, Meryl Streep e Gary Oldman. E vocês, quem merece levar a estatueta?

Meryl Streep, você merece todos os prêmios. Sempre.

Tags

, ,

Se “O Artista” não me impressionou tanto, “A Dama de Ferro” conseguiu. E isso graças a interpretação magistral e sem comparações de Meryl Streep. Quando Meryl faz Mrs. Thatcher idosa, você acredita que ela tem aquela idade, com sua dificuldade de locomoção, respiração e memória. Quando a retrata na época em que comandava a Inglaterra, exala a confiança de um líder e daquele que acredita em seus propósitos.

O filme foca tanto na trajetória de uma das maiores estadistas britânicas, como na decadência física e mental de que agora sofre Margaret Thatcher. Alguns podem ficar impacientes com as longas cenas dos devaneios de M. Thatcher limitada pela doença, mas eu acredito que são momentos importantes para o enfoque que se quis dar. Para mim, a perda das faculdades mentais é um revés muito cruel, ainda mais para pessoas de grande capacidade intelectual, que se definiram por suas ideias e pensamentos.

Margaret Thatcher assume o posto de Primeiro-Ministro nos anos 80, em uma Inglaterra palco de ataques terrotistas do IRA e dolorosa recessão. Com decisões nada populares, era odiada pelo povo. No entanto, após vencer a “guerra” das Malvinas e restaurar a economia, os ingleses mudam de opinião. Governa por mais de 10 anos. Pulso firme, convicção inabalável em suas crenças de livre comércio e dever de todos trabalharem, inabilidade para fazer concessões são alguns dos elementos que dão a tônica de seu governo.

Há muitas decisões questionáveis em seu trajeto. Sua recusa em ouvir opiniões contrárias e levá-las em consideração é um traço ao mesmo tempo característico e indesejável. Por outro lado, não há como não reconhecer o seu inestimável valor não só como uma mulher que venceu as barreiras do machismo, mas também como alguém que não se contentou em meramente reclamar do que não concordava na direção do país.

“No passado, o importante costumava ser a tentativa de fazer alguma coisa. Agora, trata-se de tentar ser alguém”. Essa é Margaret Thatcher.

Filme mudo no ano 2011

Tags

,

O protagonista do filme “O artista”, George Valentin, é um galã de Hollywood dos filmes mudos, no fim da década de 20. Goza de inigualável prestígio e um ego do mesmo tamanho que seu sucesso. Com a criação dos filmes falados, sua carreira entra em franco declínio enquanto Peppy, que antes era mera coadjuvante, passa a ser a nova queridinha dos estúdios e do público. Peppy tenta ajudar Valentin, cujo orgulho só o faz se aproximar do fundo do poço.

Havia tanto zunzunzun em torno do filme mudo ”O artista”, que era de se esperar algo que me faria sair deslumbrada do cinema.

Não é para tanto…

Eu reconheço que é um grande feito reproduzir um filme mudo após mais de 70 anos de seu declínio, com todos as suas características: interpretações exageradas, música como elemento indispensável para criar tensão, atores charmosos. E não só isso: atrair milhares de pessoas e ainda por cima conquistar a crítica.

Ainda assim, não foi um filme que me marcou. No cinema mudo, sou da opinião que Chaplin continua atual nos dias de hoje, as passo que os demais são exemplos de sua época (ainda que eu não conheça tanto assim de cinema mudo para ter 100% de certeza dessa minha afirmação). E “o artista” cairia nessa segunda categoria.

Talvez o problema seja  – como sói acontecer – a grande expectativa que gerei em torno do filme.

Sem dica, mas só de vez em quando

Eu inventei de toda sexta-feira ter a dica do(a) amigo(a) para que eu conhecesse outros livros que foram boas aventuras para outras pessoas. E tem sido muito bacana ver o que cada um escolhe para falar, como a pessoa apresenta a história, os motivos de ter gostado do livro… É uma troca muito significativa.

Só que de vez em quando eu levo uns canos. A pessoa não consegue escrever, esquece, tem problemas pessoais, confunde a data. Não tem problema, já que aqui não é o trabalho (ai do/a amigo/a se eu fosse chefe…risos) e sim um espaço de compartilhamento.

Essa semana vai ser uma dessas sem a dica, mas que serve para os próximos a serem convidados já irem se preparando!

Bom Carnaval para todos!!

Filme bom com título traduzido ruim

Tags

,

Um dos filmes com indicação ao Oscar, “Histórias Cruzadas” retrata a história de Skeeter, garota amreciana sulista que, para fugir do único destino que lhe era reservado no Mississipi dos anos 60 (casar e ser dona de casa), estuda jornalismo e volta para sua cidade com o objetivo de trabalhar.

Seguindo a sugestão de uma editora de Nova York (“escreva sobre o que a incomoda“), Skeeter decide que seu tema será a perspectiva das empregadas domésticas negras sobre sua vida, uma vez que trabalham arduamente, mas são mal-pagas e não possuem direitos. O assunto causa tremendo rebuliço, considerando que não somente ainda eram comuns atos de violência da Ku Klux Klan, mas também porque ninguém ou nenhuma comunidade gosta de que lhe sejam propostas mudanças de comportamento.

É um bom filme, que retrata que a coragem de falar e de mudar podem ser recompensadas. Talvez agrade mais ao público feminino que o masculino, não pelo tema subjacente (luta pelos direitos civis dos negros americanos), mas sim pelo enfoque dado (os personagens masculinos são secundários, quase desnecessários).

Tenho visto por aí muitas comparações entre o filme e o tratamento brasileiro atual das empregadas domésticas. Acredito que a maioria das pessoas que possuem trabalhadoras em seus lares devem sair do filme questinando-se, em maior ou menor escala, sobre esta delicada relação. Não é a intenção deste blog ingressar em questões controvesas e multifacetadas, por isso não pretendo alongar a discussão.

Ainda assim, não posso deixar de me perguntar se a comparação é totalmente válida, visto que há aspectos fundamentalmente diferentes nas duas situações. No filme, a luta era pelo reconhecimento em lei dos direitos dos negros, direitos estes que no Brasil já são previstos (independentemente da discussão se eles são, na prática, aplicados). Em segundo lugar, nos EUA, a discriminação dava-se (dá-se?) exclusivamente pela cor, ao passo que no Brasil baseia-se também em condições sociais e econômicas. Ou seja, a discussão possui muitas nuances que não cabem em um mero post.

PS: Mais uma tradução horrível do título! Em inglês, “The help” (a ajuda) virou o bobinho “Histórias cruzadas”.

“Marina”

Tags

, ,

A obra mais conhecida de Carlos Ruiz Zafón, “A sombra do vento”, é um dos meus livros favoritos. Ele tem mistério, romance, personagens intrigantes, livros antigos, suspense, tudo isso ambientado numa cidade rica em destalhes (Barcelona).

“Marina” foi lançado recentemente em português, mas tem quase 10 anos a menos que “A sombra do vento”. É voltado ao público infanti-juvenil, mas não acho que isso seja empecilho a leitores adultos. É um bom livro? É. Você fica o tempo todo atento à história? Sim. Vale a pena ler? Vale.

Ainda assim, não é um livro top. Minha impressão é de que ele é um rascunho para o que viria a ser a obra-prima “A sombra do vento”. E para quem, como eu, já leu outros 2 livros do autor, não é difícil perceber a mesma estrutura em todos eles: 2 histórias interligadas. A do passado abriga um mistério tenebroso e um romance tumultuado. A do presente marca o primeiro amor e aflige o personagem principal com uma ou algumas pessoas que não aparentam ser humanas.

foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Em “Marina”, o adolescente Óscar gosta de sair do internato e passear pelas ruas de Barcelona. Numa dessas andanças, conhece Marina, que vive com o pai em uma mansão quase abandonada. Tornam-se amigos e decidem descobrir a identidade de uma mulher que todo domingo visita um túmulo sem nome, marcado somente por uma borboleta negra.

Se você não leu nada de Zafón, vai gostar. Se já leu “A sombra do vento”, é melhor abaixar as expectativas se decidir ler este que é um dos livros preferidos do próprio autor.

PS: Esse era o meu desafio de fevereiro da gincana “Desafio literário”

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 266 other followers