Quero mais horas no final de semana!

Olha o final de semana chegando aí, gente!

Eu sempre acabo o domingo com a sensação de que precisava de mais horas para fazer tudo o que eu queria. Tenho algumas visitas pendentes, uma casa que desde o nascimento da minha filha não consegui organizar totalmente, pilhas de livros e revistas implorando para serem lidas, álbuns a serem feitos… Acho que a gente sempre quer mais tempo, não é?

Nesse final de semana pretendo encontrar umas amigas, ir ao cinema e brincar muito com minha fofa.

E vocês, quais os planos?

Conto de fadas que não funciona

O que acontece que só assisti a filmes bobinhos nestas últimas duas semanas? Preciso rever minhas escolhas!

conto destinoNo caso de “Um conto do destino”, fui enganada pela minha adoração por Dowton Abbey… A personagem principal do filme é interpretada por Jessica Brown Findlay, que atuava na série inglesa. Então eu, inconscientemente, fui atraída pelo filme esperando um pouco mais de Dowton.

Essa é a minha explicação – furada – pela escolha de um filme tão banal.

Na Nova York do século XIX, o ladrão invade uma mansão. É surpreendido pela mocinha, que não viajou com a família. Sabe-se lá como, eles se apaixonam. Ainda mais quando ele descobre que ela está prestes a morrer. No meio disso, o vilão quer separar o casal e matar o ladrão. O espectador demora a entender o porquê, por falha do roteiro e não por ser um “grande mistério”. O ladrão continua vivo por centenas de anos. Insiram uns toques fantasiosos. Cenas pueris de causar vergonha alheia.

Pronto. Eis “Um conto do destino”.

Cool ou bobinho?

O jeito fofo da Clarice Falcão fora do Portas dos Fundos é cativante. Desde que em pequenas doses. Senão enjoa.

clarice falcaoEssa foi minha conclusão após assistir ao filme “Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida”. Clarice é Clara, adolescente indecisa quanto ao que fazer da vida. Está no primeiro ano do curso de medicina e mata as aulas, para não fazer nada. Até conhecer o Guilherme, que lhe propõe uma espécie de gincana para que ela descubra do que gosta e para o que tem talento.

O filme é gracinha, divertidinho…até que chega uma hora que tantos “inhos” acabam se transformando em… bobinho. Além disso, o tempo todo eu me pegava pensando que o filme poderia ser uma produção norte-americana, com Zooey Deschanel no papel principal. Clarice e Zooey tem cabelos castanhos e olhos azuis, jeito meigo, fala gaguejante, cantam músicas doces.

O filme funciona mais para o público jovem ou para quem é super fã da Clarice. Para os demais, serve para um momento em que você não quer ocupar sua mente, só o seu tempo.

“O laço sagrado”

Olá, olá! Estou de volta depois de deliciosas férias!
O tanto que eu aproveitei meus dias de descanso é proporcional ao tanto que “O laço sagrado” me decepcionou.
Depois de ter AMADO de paixão “O assassino cego” e ter pensado sobre um futuro possível em “Oryx e Crake“, acreditei que ler Margaret Atwood seria uma escolha sempre certeira.

Não é.

(escorre uma lágrima)

surfacing  laço sagradoNo livro escrito no começo de sua carreira, Margaret narra a história confusa de uma moça que retorna a uma remota ilha no Canadá, em busca de seu pai desaparecido.Em sua companhia estão um casal de amigos recém-conhecidos e seu atual namorado. Pouco acontece. A ação se passa toda na cabeça da narradora que, aos poucos, vai perdendo a sanidade.

Ela quer rendeção. Não foi uma filha presente, mas ressente-se da falta dos pais mortos. Tampouco tem contato com o irmão, ainda que procure em suas memórias da infância a confirmação de um elo forte com ele. Teve uma infância diferente, em um estado quase naturalistíco, o que parecia não ter gostado, mas que agora quer retomar.

A escrita de Atwood é excelente. Só que essa história não o é. A personagem principal não me cativou. Sua crescente loucura criou um distancioamento cada vez maior entre eu e o livro. Até que eu não me importei em chegar ao fim.

Meu veredito: vou esperar um tempo até ler Margaret Atwood de novo. Porque a balança ainda pende muito favorável a ela e quero tirar da minha memória o gosto ruim da última leitura.

“A verdade sobre o caso Harry Quebert”

Como eu faço para convencer todo mundo a ler “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, de Joël Dicker (Ed. Intrínseca)?

É um dos melhores livros que li na minha vida! É muito incrível! E olha que as quase 600 páginas poderiam assustar, entediar, desinteressar… Pelo contrário, você não vê as páginas passarem e se tivesse mais, eu leria com o mesmo gosto. Imaginem que o li em 3 semanas e olha que tempo me falta! Era sobrar qualquer minuto para eu correr para a leitura. E quando a história parecia ter se acalmado – bam! – uma reviravolta!

Não sei nem classificá-lo.

É uma história policial: o corpo da menina Nola é descoberto após 33 anos de seu desaparecimento. Logo o famoso escritor Harry Quebert é preso e choca a nação ao confessar que teve um romance com a garota de quinze, quando ele tinha trinta anos.

É uma história de amor: ainda que repulsiva para muitos, trata-se de um caso de amor intenso e trágico de uma adolescente com um homem feito.

É uma história de amizade: Markus Goldman resolve investigar quem é o verdadeiro culpado pela morte de Nola, já que acredita na inocência de Harry, seu mentor e único amigo. Ainda que isso coloque em risco sua vida e sua carreira.

É uma história de metalinguagem: nós lemos a história de Markus, que por sua vez escreve a história de sua investigação.

É uma história dramática: muitos dos personagens da pacata Aurora escondem tragédias ou dificuldades pessoais, que vão sendo reveladas durante a investigação de Markus.

É um livro magnífico. Que fez doer meu coração de saudades ao ler a última página. Que faz cada minuto de leitura valer pela mágica das palavras.

harry quebert

 Por isso que ao me emprestar, minha mãe me recomendou que eu o passasse na frente dos demais. Obrigada, mamis.

Perfeito!

Ao ler estas palavras, pareciam que elas tinha saído da minha cabeça. Ou melhor, do meu coração:

Um bom livro, Marcus, não se mede somente pelas últimas palavras, e sim pelo efeito coletivo de todas as palavras que as precederam. Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.” (“A verdade sobre o caso Harry Quebert”, Joël Dicker, Ed. Intrínseca, pág. 563)

Perfeito. Emocionante. É assim que me sinto. E é assim que me senti com este livro. Logo falo dele. Mas já recomendo: leiam. Já.

O que li de bom na net – 3

Planejando as próximas 15.600 viagens com base nas aventuras das minhas amigas Débora e Maíra

Viciada neste bolo (o fato de ter abobrinha assusta, mas ele é doce!)

Sobre as pessoas que você não conhece, mas que sabe serem incríveis

Mais uma vez cheguei atrasada e não consegui nenhuma pecinha da coleção Farm + Adidas originals (tem que comprar no minuto que lança, doideira)

Concordo com este artigo sobre a necessidade e os benefícios do lazer (em inglês)

Em dúvida se compro estas almofadas

Sinceramente considerando ler um livro que dificilmente entraria na minha lista

keep calm smile