“As redes da ilusão”

Mianmar. É só alguém comentar que viajou para lá ou conhece alguém que foi à antiga Birmânia, que eu congelo. Sou louca pelos países orientais, tanto que já me aventurei pela China, Butão, Nepal e Índia. E quero conhecer muito mais. Só mno tenho coragem de conhecer aquele mencionado país localizado no sudeste asiático.

A culpada pelo meu medo é Amy Tan.

Tirado do site do Ponto Frio

Tirado do site do Ponto Frio

Em “As redes de ilusão” (Ed. Rocco), a escritora sino-americana conta a história de uma expedição pelo Mianmar por dois enfoques: um da guia Bibi Chen e outro do grupo de norte-americanos. A especialista em antiguidades Bibi morre antes de começar a viagem e como um fantasma que não se desprendeu da Terra, vai recordando sua vida. Já o grupo de turistas decide fazer a viagem mesmo assim, contratando guias locais para “seguir os passos de Buda”.

O passeio começa na China e o leitor vai conhecendo o eclético grupo. Tudo vai relativamente bem até osamericanos desaparecerem nas florestas de Mianmar. Não vou contar como isso acontece, para manter o suspense sobre uma das partes mais tensas do livro. O que eu posso dizer é, ainda que seja uma história ficcional, eu tenho medo mesmo após anos de ter lido a última frase… E o livro não é de terror.

A história segue interessante até o meio, então torna-se maçante, voltando a um bom ritmo perto do final.

Se alguém foi ao Mianmar, me conte nos comentários!

Instagram – parte 7 – arte urbana

Na última parte sobre meus “seguidos” no instagram, apresento 2 artistas urbanos (na verdade, uma dupla de irmãos e uma moça) e um que bem, não é arte, mas veio parar neste post porque eu não podia deixar de indicá-lo!

@osgemeos: os grafiteiros brasileiros mais famosos

os gemeos instagram

@alicepasquini: uma grafiteira italiana que decora as ruas com meninas modernas

alice pasquini instagram

@iloveplaymo: cada situação divertida montada com playmobil que não dá para acreditar

ilovepalymo instagram

Tempo compartimentado

Uma amiga impressionou-se: “como você acha tempo para cuidar de casa, trabalho, bebê e ainda por cima do blog?”

A verdade: eu não concilio tudo, não. Abri mão de certas coisas. O que eu fiz foi dividir meu tempo de modo diferente do que eu fazia antes.

Em geral, eu escrevia meus posts à noite, diariamente, e os programava para serem publicados na manhã seguinte. No momento, após o jantar e banho, eu estou exausta e não sou abençoada pela inspiração de outrora.

Para contornar o cansaço, comecei a escrever todos os posts da semana aos domingos de manhã e os deixo programados para a semana. Não é tão gostoso como escrever um por dia, nem consigo me dedicar o tanto que gostaria. É uma boa solução para meu atual momento de vida e que me permite continuar com o blog, que tanto me dá prazer.

E vocês, blogueiros, como organizam seu tempo dedicado ao mundo virtual?

“O olho do tsar vermelho”

Depois da minha mãe e do meu pai encontrarem diversão no “O olho do tsar vermelho” (Ed. Record), de Sam Eastland, chegou minha vez.

A época do fim da dinastia dos Romanov na Rússia e tomada do poder pelos comunistas é um momento histórico rico tanto em fatos verdadeiros quanto em lendas. Durante muito tempo apareceram pessoas clamando ser algum dos Romanov que teria sobrevivido ao massacre, em especial a princesa Anastásia. Também não é de conhecimento público até os dias de hoje quem teria dado a ordem de execução da família real.

A história de “O olho do tsar vermelho” é ambientada nesse curioso momento. Petara foi o maior detetive da monarquia russa. Um profissional tão diferenciado que trabalhava exclusivamente para o czar Nicolau, recebendo a alcunha de “o olho de esmeralda”.

Com a revolução bolchevique, Petara caiu das alturas e acabou como prisioneiro isolado em terrasgeladas e longínquas. Depois de anos de isolamento, suas habilidades são requisitadas por Stalin, que quer encontrar o tesouro perdido dos últimos Romanov. É a chance de Petara ser livre – ou ser morto, se falhar.

O livro não ambiciona a grandes revelações históricas – é um livro puramente de diversão. E como diversão entretém belamente. Meu único porém é em relação à última página, já que não gostei do final dado. Talvez seja um final realista, mas me reservo o direito de ter imaginado algo diferente.

 Um livro que eu recomendaria para se dar de presente aos mais variados tipos de leitores.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.