Inferno astral

Não sou muito supersticiosa, mas acredito em inferno astral. Naqueles dias terríveis antes do seu aniversário, que evaporam tão logo chega o dia de celebrar seu nascimento.

Eu crente que ia passar ilesa neste ano. Meu aniversário logo ali, na esquina. E eu livre das chatices! Não adianta comemorar antes do tempo. O inferno astral veio nos 45 do segundo tempo.

Filha com virose. Jantar de comemoração com o marido cancelado. Trabalhar à noite. Mau humor matinal. Pilhas de roupas acumuladas que eu nem vi.

Por outro lado, o inferno astral foi equilibrado por um engraçadíssimo encontro com minhas amigas, descobrir que minha tese está sendo estudada por outros (achei que ninguém nunca tinha lido!), assistir a mais um capítulo de um seriado com meu marido (ah! A alegria de quem não tem tempo livre!), ser informada de uma linda gravidez de gêmeos de uma pessoa que será ótima mãe e uma boa massagem.

Além do meu aniversário, que logo está aí. E, como vocês sabem, eu adoro fazer aniversário!

O que tenho assistido – seriados 2014

Vida de mãe é assim: aquela delícia de seguir os seriados fica impossível. Netflix salva. Amiga que empresta box de DVD salva. Pai e mãe que emprestam também salvam.

Já acabei a quarta temporada do amado-idolatrado-salve, salve Dowton Abbey e aguardo ansiosamente pelo próximo. Estou super atrasada em The Good wife, parei no meio da terceira temporada e estou maluca que não arrumei como correr atrás do prejuízo (alguém aí tem para emprestar, doar, presentear?). Quando consigo, vejo um episódio aqui e acolá de um dos seriados que mais me faz rir, The Big Bang Theory. E espero a Netflix brasileira disponibilizar todos os capítulos da nova temporada do suspense de roer as unhas The Killing.

E de novidades?

mr selfridge

Comecei a assistir a Mr. Selfridge acreditando ter encontrado uma pérola.

Que máximo, a história do visionário criador da loja de departamento inglesa Selfridges nos anos 1910!

Ainda que as tramas secundárias sejam interessantes, assim como a ambientação e as ideias do empresário, o ator principal (Jeremy Piven) é tão, tão chato, tão, tão forçado, que não passei do quarto capítulo.

midwifeEntão apostei em Call the midwife, dica da minha mãe. Foi justamente o contrário. Não estava muito empolgada e quase desmaiei com o parto natural no primeiro capítulo. Sou molenga mesmo. Comentei com minha mãe. Ela recomendou: “insista”. A gente obedece ao conselho de mãe e se dá bem: no segundo capítulo eu já estava adorando. Ainda quero fechar os olhos nas cenas de partos em casa em casas inglesas paupérrimas e imundas. Mas a parte da vida das parteiras, que se dividem em mocinhas solteiras e freiras, é singela, comovente e engraçadinha.

americansPor fim, no meio termo entre empolgação e relutância, assisti a The americans com meu marido (uau, evento único, toquem trombetas! Ele não tem muito tempo para televisão.).

Eu adoro a Keri Russell, então já é meio caminho andado. E a trama diferente do que se vê por aí nos seriados me fisgou. Dois espiões russos, que vivem há mais de uma década nos Estados Unidos dos anos 80, como se americanos fossem. Muito bom!

Dia das crianças – dê um livro!

Para o dia das crianças que se aproxima, minha dica é…óoooobvia! Dê um livro!

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Meu conhecimento de livros infantis é dividido entre o que eu gostava na infância e o que estou aprendendo com minha filha. O que eu gostava quando bem pequena eu não me lembro! Ahah! Por isso, se quero indicar algo para bebês, é com base na experiência atual.

Para crianças até 3 anos, há uma coleção da Companhia das Letrinhas, chamada “Pra ler e tocar”, muito fofa! Há portinhas para puxar, pelos dos bichos para acariciar, sopa grudenta para tocar… Além de divertidas experiências sensoriais, as ilustrações são bem coloridas e boas para os que estão começando a ter contato com a leitura.

Os que temos aqui em casa são “Cachinhos dourados” e “Chapeuzinho vermelho”. Fazem o maior sucesso!

E confesso que eu também me divirto com eles…

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

É só disso que os homens falam?

homens falamSe for com base no filme “O que os homens falam”, chega-se a triste conclusão de que as conversas dos homens adultos giram em torno de traição e fracassos. O homem casado, pai de uma criança, que quer seduzir uma colega. Dois amigos que não se vêem há anos e aproveitam o reencontro para falar do quanto a vida deles está ruim. Um marido traído que segue a esposa.

Um retrato bem deprimente, eu diria.

Eu e meu marido escolhemos o filme com base em um de seus atores: Ricardo Darín. E ele está muito bem no papel, como sempre. O duro é que os episódios sobre as conversas masculinas (ou sobre o que os homens não falam) são muito chatos. Cansativos. Desinteressantes. Em resumo, uma perda de tempo.

#issomudaomundo

PS: Isso não é um post publicitário, é dica mesmo!!

PS: Isso não é um post publicitário, é dica mesmo!!

O Banco Itaú tem um programa para lá de bacana: há alguns anos eles entregam, na sua casa, 2 livros infantis, seja você correntista ou não.

Conheci o programa ano passado e lógico que corri para pedir o meu. A filhota ainda é bem pequena, mas nunca é cedo para começar com o maravilhoso hábito da leitura. Agora, com um ano, ela não entende bem as histórias, mas já gosta de ver as imagens, imitar os sons dos animais ou ações que aparecem nas páginas… Ah, ler é mágico!

Para você que quer ler para uma criança, peça aqui.

Dor corporal e memória

Hoje meus incômodos corporais estimularam meu cérebro a rememorar a origem deles (das dores)… Que coisa doida a relação corpo e mente…

A dor muscular na nádega esquerda me fez rir e lembrar da divertida noite jogando boliche com um dos meus casais preferidos.

O arranhão na mão me fez lembrar da brincadeira com minha filha e do quanto o ser humano nasce precisando de um adulto.

A cólica me fez filosofar sobre as dores e delícias de ter nascido mulher.

Obrigada, corpo, por sentir. Obrigada, mente, por não me ocupar só de pensamentos ruins, mas também de inúmeras lembranças boas e de esperança.

Versão

Quando começou o zum-zum-zum em torno do novo sucesso young adult “Divergente”, adotei minha habitual posição de pé atrás. Muitas vezes eu também viro fã, como no caso de “Crepúsculo” (que eu adorei antes da fama e acho os filmes péssimos) e “Jogos vorazes” (adoro os livros e os filmes). Na maioria das vezes, passo ilesa pela febre, como no caso de “A culpa é das estrelas”.

divergenteCom “Divergente”, decidi começar pelo filme e, se curtisse muito, partiria para a trilogia.

Vou ficar só nos filmes, mesmo.

Sinceramente? É uma versão de “Jogos vorazes”. Não sei se digo que é inspirado ou cópia mesmo. Futuro distópico, mocinha com extraordinárias habilidades físicas e mentais, romance com colega do “jogo/facção”, governo que quer manter a paz mas no fundo é mau, possibilidade de outra forma de viver que não se sabia que ainda era possível após a “guerra”, e por aí vai.

O filme tem o trunfo de ter Shailene Woodley, que torna crível o papel de Tris, garota que surpreende os pais ao optar por uma facção diferente da deles na cerimônia da escolha. O mundo, ou melhor, Chicago, tem as pessoas divididas em 5 facções, conforme suas habilidades. Uma vez escolhida a facção, você desempenhará determinado papel e nessa facção se manterá. Tudo para manter a paz, já que tira bastante do livre arbítrio com o mote “facção antes do sangue”.

Só que Tris é o que se chama de divergente, pessoa com habilidades que a coloca em mais de uma facção. Só que isso é perigoso, pois afronta o sistema, o que implica em esconder sua real identidade para não ser morta.

Se você tiver tempo de assistir, ótimo. Se não tiver, ótimo do mesmo jeito.