“A verdade sobre o caso Harry Quebert”

Como eu faço para convencer todo mundo a ler “A verdade sobre o caso Harry Quebert”, de Joël Dicker (Ed. Intrínseca)?

É um dos melhores livros que li na minha vida! É muito incrível! E olha que as quase 600 páginas poderiam assustar, entediar, desinteressar… Pelo contrário, você não vê as páginas passarem e se tivesse mais, eu leria com o mesmo gosto. Imaginem que o li em 3 semanas e olha que tempo me falta! Era sobrar qualquer minuto para eu correr para a leitura. E quando a história parecia ter se acalmado – bam! – uma reviravolta!

Não sei nem classificá-lo.

É uma história policial: o corpo da menina Nola é descoberto após 33 anos de seu desaparecimento. Logo o famoso escritor Harry Quebert é preso e choca a nação ao confessar que teve um romance com a garota de quinze, quando ele tinha trinta anos.

É uma história de amor: ainda que repulsiva para muitos, trata-se de um caso de amor intenso e trágico de uma adolescente com um homem feito.

É uma história de amizade: Markus Goldman resolve investigar quem é o verdadeiro culpado pela morte de Nola, já que acredita na inocência de Harry, seu mentor e único amigo. Ainda que isso coloque em risco sua vida e sua carreira.

É uma história de metalinguagem: nós lemos a história de Markus, que por sua vez escreve a história de sua investigação.

É uma história dramática: muitos dos personagens da pacata Aurora escondem tragédias ou dificuldades pessoais, que vão sendo reveladas durante a investigação de Markus.

É um livro magnífico. Que fez doer meu coração de saudades ao ler a última página. Que faz cada minuto de leitura valer pela mágica das palavras.

harry quebert

 Por isso que ao me emprestar, minha mãe me recomendou que eu o passasse na frente dos demais. Obrigada, mamis.

Perfeito!

Ao ler estas palavras, pareciam que elas tinha saído da minha cabeça. Ou melhor, do meu coração:

Um bom livro, Marcus, não se mede somente pelas últimas palavras, e sim pelo efeito coletivo de todas as palavras que as precederam. Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.” (“A verdade sobre o caso Harry Quebert”, Joël Dicker, Ed. Intrínseca, pág. 563)

Perfeito. Emocionante. É assim que me sinto. E é assim que me senti com este livro. Logo falo dele. Mas já recomendo: leiam. Já.

O que li de bom na net – 3

Planejando as próximas 15.600 viagens com base nas aventuras das minhas amigas Débora e Maíra

Viciada neste bolo (o fato de ter abobrinha assusta, mas ele é doce!)

Sobre as pessoas que você não conhece, mas que sabe serem incríveis

Mais uma vez cheguei atrasada e não consegui nenhuma pecinha da coleção Farm + Adidas originals (tem que comprar no minuto que lança, doideira)

Concordo com este artigo sobre a necessidade e os benefícios do lazer (em inglês)

Em dúvida se compro estas almofadas

Sinceramente considerando ler um livro que dificilmente entraria na minha lista

keep calm smile

 

 

 

A NY dos livros, por Flavia

No aniversário do blog, 3 posts prá eu (e vocês) matarmos as saudades.

Uma amiga pagou sua “dívida” – e com juros (o que significa 2 posts)! Assim, apresento um relato delicioso sobre a Nova York dos livros, por Flávia G N B:

Em uma viagem para Nova York, sobram recomendações do que fazer, onde comer, o que ver etc. A cidade tem tantas opções e tantos conhecidos e blogueiros já foram para lá antes que é difícil decidir o que fazer.

Quando fui para lá em 2012, aproveitei que era a primeira vez do Fábio na cidade e incluiu todos os passeios básicos no nosso roteiro. Além deles, conseguimos colocar alguns outros passeios, não menos clássicos, mas menos celebrados, que valeram muito a pena. Entre esses passeios, estão dois lugares que são o verdadeiro paraíso para quem gosta de livros e afins: a New York Public Library e a livraria Strand.

A New York Public Library (http://www.nypl.org/) fica na 5ª Avenida, entre a 40th e a 42 th, bem na frente do Bryant Park, ou seja, super central e perto de outros pontos turísticos que todo mundo frequenta. O lugar é maravilhoso por dentro e por fora. Construído para ser a sede da Biblioteca Pública de NY, o prédio foi inaugurado em 1911 e até hoje chama atenção, mesmo na famosa 5ª Avenida, repleta de atrações. Mas é entrando na biblioteca, especialmente nos seus ambientes e na imensa sala de leitura que o coração de quem gosta de livros bate mais forte. Cheia de ambientes bem decorados, livros a perder de vista e espaços convidativos para leitura, o ambiente é tão calmo que dá até para esquecer que estamos no coração da pulsante cidade que fica lá fora.

flabiblio(vista de fora da NYPL)

 

Flabiblio2

(porta e teto da sala de leitura principal tirado em homenagem à dona do blog!)

Outro lugar que quem curte livros não pode deixar de visitar é a livraria Strand (http://www.strandbooks.com/). Com o fofo slogan de “Where books are Loved” (Onde os livros são amados), a livraria tem um acervo incrível de livros e muitos acessórios para leitura, como marcadores de página, luzes, sacolas e outras coisas muito fofas. São tantas opções que eu fiquei meio perdida de por onde começar. É difícil se controlar para não sair de lá carregada de livros e outras coisinhas mais. A visita com certeza vale a pena, especialmente quando combinada com outros pontos turísticos vizinhos, como a Universidade de NY – NYU e o Washington Square Park, onde fica o Washington Arch, imortalizado pelo seriado Friends.

Flabiblio3(nécessaire da Strand e acessório de leitura comprado lá– o boneco rosa)

NY é uma cidade deliciosa de se conhecer e, se der para incluir alguns livros no caminho, melhor ainda!!!!

PS: Fotos por Flavia GNB.

 

Feliz terceiro aniversário, blog!

Ainda sob o efeito da incredulidade diante do fato que minha filha fez um ano, vem meu blog e completa três anos.

Tudo que é bom corre a olhos vistos!

Nestes três anos o blog viu a empolgação e erros iniciais, o contato com os amigos, o contato com desconhecidos do mundo virtual, eu morando fora, eu virando mãe, eu sem tempo, eu continuando a sentir prazer em dividir aqui minhas dicas de felicidades e de não tão boas escolhas no ócio…

Blog querido, que delícia que continuamos juntos!

E meu muito obrigada a você que lê, comenta, divide suas opiniões (aqui e na vida real), faz eu me sentir ouvida e acolhida.

 

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Não devia ter concorrido ao Oscar

Estou bem atrasada em ver os concorrentes do Oscar – que já aconteceu há meses. Só agora conferi “Trapaça”.

Foto tirada do site da Veja SP

Foto tirada do site da Veja SP

Sinceramente? Não entendi o que ele estava fazendo na lista de concorrentes. Até pode contar com muito boas atuações, como do Christian Bale e da Jennifer Lawrence, mas não é um filmaço de jeito nenhum. É até entediante em certos momentos.

Historinha mediana sobre um casal de trapaceiros que é obrigado a ajudar um ambicioso agente do FBI que quer promover uma limpeza dentre os políticos corruptos. As pequenas trapaças que os personagens vão perpetrando não seduzem, não intrigam… São acontecimentos dos quais fui espectadora pouco interessada.

A ambientação nos anos 70 tem lá sua graça, com roupas e penteados extravagantes.

Boa surpresa no Netflix

Apesar de achar o Netflix uma ótima aquisição aqui em casa, acabo usando-o mais para assistir aos seriados que não consigo ver de forma regular. Para filmes, é um pouco mais complicado encontrar algo bom… Dessa vez dei sorte e vi um filme de espionagem que, se não é uma obra-prima, divertiu-me bastante.

paginaoito“Página oito” traz Bill Nighy como o espião inglês Johnny Worricker. O MI-5 está prestes a ser reformulado pelo governo e talvez Johnny e seu chefe (e amigo de longa data) Benedict não sobrevivam à reestruturação. Ainda mais depois de resolverem perseguir a veracidade de documentos bombásticos que incriminam o governo. Some-se a isso uma linda vizinha, Nancy Pierpan (Rachel Weisz), que pode ou não ser verdadeira quanto a suas intenções.

Nada de muito original ou mirabolante.

É uma bem-feita produção da BBC, que alivia eventuais chateações que se passam nas nossas cabeças e nos distrai naquelas dezenas de minutos.