É prá já!

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Comida feita em casa é milhões de vezes mais gostosa que comida pronta. Só que meus dotes culinários são limitados…

 Imagina que incrível: um potinho com todos os ingrediente para fazer cookie, brownie ou biscoito. Ingredientes de qualidade. Gostosos, mas saudáveis. Só pela proposta e pela aparência, os potinhos da Chez Moi Chez Toi já me conquistaram.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Depois que eu experimentei os cookies de gotas de chocolate e avelã lascada…hummmm!

Prático ter um potinho para quando aparecer uma visita inesperada, dar uma larica fora de hora, você tiver que entreter uma criança ou quiser uma atividade para uma tarde ociosa.

Agora estou curiosa para testar as outras opções da marca!

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Não é fácil ser adolescente

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Adolescentes tímidos, que não se encaixam. Que tem todo um mundo de emoções borbulhando abaixo da pele. Que são meigos e violentos, já que a adolescência é feita de extremos nem sempre bem controlados.

Assim são os personagens principais de dois filmes ótimos que assisti no final de semana. Foi por acaso que que este mesmo modelo permeou as duas histórias, contadas de modo diferente e ao mesmo tempo semelhante. Em que basta que estes meninos diferentes da massa juvenil homogênea encontrem amigos com quem compartilhar suas esquisitices e encontrem seu lugar no mundo para que suas boas qualidades possam aflorar.

moonrise kingdom

“Moonrise kingdom”, de Wes Anderson, não nega a identidade de seu diretor. Visual coloridíssimo, situações inusitadas, humor irônico, famílias disfuncionais que poderiam assustar, mas te fazem rir e se afeiçoar, sempre com atores tops.

O adolescente Sam abandona o acampamento de escoteiros e resolve fugir com Suzy, que vive na minúscula ilha. A fuga coloca os pais de Suzy, o policial da ilha e o escoteiro-chefe em desespero para encontrá-los. Adorável e original.

vantagens ser invisível

Já “As vantagens de ser invisível” é bem menos fantasioso e poderia acontecer com algum conhecido seu. Charlie inicia o colegial em uma nova escola. Nos Estados Unidos há toda aquela tensão da hora do almoço, em que você precisa encontrar sua turma para se encaixar em algum rótulo possível na hierarquia escolar. Só que Charlie é tão, tão tímido que só lhe resta comer sozinho. Até ficar amigo do veterano desbocado Patrick e de sua meia-irmã Sam (a gracinha da Hermione, digo, Emma Watson). Sensível sem ser demasiadamente sentimental.

Eu queria saber fazer…

- colocar cílios postiços e fazer babyliss no meu cabelo;

- resistir a aquele pedaço a mais de chocolate;

- usar o photoshop;

- não tropeçar tanto;

- acumular menos;

- costurar. Ao menos pregar um botão.

Pensamentos em plena segunda-feira, enquanto espero a máquina de lavar roupa terminar o ciclo.

Ainda é cedo

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Eu relutei para entrar na adolescência – queria ser criança por mais tempo. Muito mais divertido brincar, levar lancheira na escola e usar roupa da Pakalolo do que cumprimentar as amigas com dois beijinhos, ter que mudar o guarda-roupa e fazer pose. Só que o tempo não para e percebi que não adiantava lutar contra os novos tempos.

Adorava New Kids on the Block e outras bregueiras da época. Senti-me muito adulta quando passei a gostar de Nirvana. O rock nacional resumia-se a poucas músicas dos Titãs. Demorei para conhecer o que de muito bom o rock de Brasília tinha a oferecer. Só com meus 16 anos fui saber como Legião Urbana era bom. Extremamente bom.

O desencontro fez com que eu começasse a gostar das músicas da banda justamente quando o Renato Russo morreu. Bad timing. Pelo menos o Legião foi constantemente tocado e cantado nos luaus na praia e eu pude viver esse mito do nosso rock.

Fonte 1

Fonte 1

Com empolgação maior do que eu imaginava ter, assisti ao filme “Somos tão jovens”, que traça a juventude de Renato Manfredini Junior (o Renato Russo) e o começo de sua carreira musical, primeiro com o Aborto Elétrico e depois com o Legião Urbana.

Thiago Mendonça está perfeito no papel, com a voz grave de Renato e, o que eu imagino, todas as crises, reflexões, processos criativos e doces loucuras que os gênios experimentam. Ah, sim, ouso dizer que se trata de um gênio – não ao estilo de um Leonardo da Vinci, mas um gênio do rock!

O filme é muito bom. Confesso, entretanto, que não sei afirmar se alguém que não goste da banda vai gostar. Assisti como se fosse a um show da banda e por isso minha percepção está inegavelmente afetada. Assistam e depois me contem se o filme também agrada a quem não é fã.

Por que eu escrevo um blog?

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Comecei a ler blogs quando eu estava noiva. Passada a fase – e tendo tomado gosto por ler diariamente sobre algum assunto que me interessa e não é relacionado a trabalho – procurei outros blogs para manter o vício adquirido.

Há pessoas bem mais tops do que eu, que conseguem se concentrar no trabalho durante todo o período laboral. Eu preciso de algumas pausas ao longo dia, principalmente depois de terminar alguma tarefa especialmente complicada. Ler um blog é o escape ideal – posso fazer isso da minha própria mesa, gasto poucos minutos, alivio o cérebro e logo posso continuar na labuta, revigorada.

Há um ano e meio, já acostumada com minha rotina de leitura virtual, senti vontade de contribuir para o espaço online. Eu adoro escrever, mas já há algum tempo andava preguiçosa de registrar minha vida num diário. E se eu escrevesse sobre boas experiências em um blog? Em especial sobre livros, que eu tanto adoro? E também sobre filmes, restaurantes, músicas e tudo mais que preenche minhas horas de lazer e que pudessem ser compartilhada por outras pessoas, com gostos parecidos? E se nessa de compartilhar, eu aprofundasse meu relacionamento com meus amigos, que diriam se também leram o mesmo livro, e encontrasse pessoas com quem eu pudesse trocar impressões sobre algo que realmente eu adorei/odiei?

A ideia toda me pareceu divertida! Aí lá fui eu inventar moda, torcendo para alguém ler meus posts. Sabia que no mínimo minha mãe leria..ahahah… No fim, tendo 1, 1.000 ou 1 milhão de leitores, o gostoso é o exercício quase diário de refletir sobre um livro, compartilhar um bom filme ou alguma outra “felicidade” que ocupou meus momentos de ócio.

Eu adoro quando algum amigo ou desconhecido deixa um comentário em algum post. Escrever pode parecer uma atividade solitária, mas uma de suas graças é você sentir que alcançou alguém e esse alguém querer te dizer algo sobre o mesmo assunto, trocar experiências, te ajudar a enxergar outro lado ou mesmo concordar com você e vibrar junto!

O que me colocou para pensar em tudo isso foram dois posts que li hoje em dois blogs queridos: o FinaFlor, da Juliana, em que ela comenta o quanto adora receber comentários e o Decor8, da americana Holy Becker, que num longo post discute o papel dos blogueiros e a importância de compartilhar o que outras pessoas estão fazendo de legal pela net, ao invés de ficar fissurado em só postar “exclusividades”.

Esse senso de comunidade é algo engraçado em se tratando de um mundo em que você não enxerga o outro. Ainda assim, você se sente conectado a pessoas com quem você nunca conversou ao vivo, mas que dividiram um pouco de si em seus blogs. Eu sou fã daquelas que escrevem nos blogs que eu sempre sigo e torço para tudo dar certo na vida delas, assim como torço pelas pessoas de quem eu gosto e com quem convivo no mundo real. Coisa doida, não?

No fim, meu blog serve para eu reviver um momento de felicidade, de alertar para livros/filmes/etc que não me pareceram um bom uso do tempo, para conhecer pessoas novas e para me sentir conectada com gente bacana espalhada por aí.

E você, como é sua relação com os blogs?

“O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”

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O título já denota que a história tem um quê de bizarra. O mesmo vale pela foto da capa – uma daquelas fotografias antigas, com uma menininha levitando. Manipulação ou verdade?

Curiosidade devidamente atiçada + bastante tempo livre = livro devorado em 2 dias.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

O livro de Ransom Riggs é recheado de fotografias antigas igualmente perturbadoras, como uma única criança com duas refletidas na água, um rapaz com abelhas ao redor do corpo, um rosto pintado na parte de trás da cabeça de alguém… As fotos complementam a narrativa do adolescente Jacob que, após uma tragédia familiar, embarca numa viagem a uma remota ilha no País de Gales, para descobrir mais sobre o passado de seu avô em um “orfanato para crianças peculiares”.

A primeira metade do livro é original e curiosíssima. Até dá um tiquinho de medo. Já a segunda, após se jogar luz na maior parte dos mistérios,  é uma aventura juvenil que, ainda que prenda a atenção, não é tão espetacular como o começo. O bom mesmo do livro são as tais crianças peculiares – no que são peculiares? quem é a Srta. Peregrine que cuida dela? como foram parar lá? são perigosas? Uma vez respondidas tais indagações, o ritmo da leitura segue normal, de um livro bom, mas não magnífico.

Ótima opção para adolescentes, boa alternativa para quem tem sede de um quê de estranhice.

Comédias românticas francesas

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Comédia romântica francesa pode seguir dois caminhos: o modelito norte-americano ou algo mais original. Quando vai pela primeira via, perde o encanto, seguindo os batidos clichês, como serenata, usar o interfone do avião/trem/etc para impedir a pessoa amada de ir embora e essas outras farsas de atos grandiosos de última hora que não me convencem.

Ao optar por algo com uma cara mais francesa, torna-se mais real e, para mim, mais romântico. Porque eu gosto sim de beijos apaixonados e bobagens do gênero, desde que tenha um quê de possível.

o amor é melhor a dois“O amor é melhor a dois” tem momentos bons, que se perdem ao meio de outras cenas americanizadas (ainda que os mocinhos sejam bem franceses, bufando, falando palavrão e de mau humor). O foco são dois amigos, um bon-vivant e o outro mais “romântico”, que acredita que só pode existir verdadeiro amor se o encontro se der ao acaso.

Paris ManhattanJá “Paris-Manhattan” é uma graça! Alice, farmacêutica feliz no trabalho e em briga eterna com sua irmã, tem conversas imaginárias com Woody Allen desde a adolescência – e o melhor, é a voz dele mesmo! Sua família vive lhe arranjando pretendentes, desesperados por ela ser solteira. Não preciso contar muito mais, nada muito imprevisível acontece. O gostoso do filme é justamente o desenrolar até o final feliz.

“Serena”

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Quando você cruza com um escritor/escritora que faz mágica com as palavras, dá uma invejinha, não? O recém-descoberto (por mim) Ian Mc Ewan acabou de se tornar alvo. Como escreve bem o danado! Não à toa é considerado por muitos um dos maiores ficcionistas da atualidade.

Conhecia o incrível filme “Desejo e reparação”. Depois de ler a resenha da Michele sobre “Serena”, decidi que devia conhecer a obra do autor no papel. E para isso, tive que descumprir minha promessa de começo de ano de só comprar um livro novo quando diminuísse a pilha de livros ainda não lidos aqui em casa.

Uma violação da regra por justa causa.

“Serena” não somente é bem escrito, como foi uma deliciosa pausa nos temas que eu normalmente procuro nas minhas leituras. Era justamente o que eu precisava: um livro BOM com temática diferente e, ainda, assim, envolvente.

Foto tirada por minha mãe!

Foto tirada por minha mãe!

A personagem principal – e narradora – nos conta sobre sua juventude, em especial os meses em que foi recrutada pelo Serviço de Inteligência Britânica, no fim dos anos 60. É uma história de espionagem na qual o foco não é o serviço secreto. Ou melhor, o serviço secreto é elemento relevante, mas somente parte de toda uma gama de construções em torno da inglesa bonitona que se forma em matemática em Cambridge, lê vorazmente e encontra no MI5 uma oportunidade de uma rotina diferenciada no meio da crise econômica e social pela qual a Inglaterra passava.

O leitor vai se enrolando na bem-tecida teia de Ian McEwan e nem percebe. Ainda bem.

Top 5 favoritos – abril

 

 

Fonte 1

Fonte Lectorinfabula.blogspot.com.br

“Shakespeare´s counselor” – mais um vício literário nutrido pela Charlaine Harris

Feio que pegava geral” – filme sobre um dos maiores ídolos franceses

Feliz dia do livro” – viva nosso querido

Que riqueza você tem a oferecer?” – espetacular filme sobre junções que o destino felizmente proporciona

Pedras metálicas” – decorando com livros e pedras

 

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