Amarelinhos

Em dúvida do que fazer no final de semana?

Assista o desenho animado “Minions”. Seja com criança ou na companhia de adulto, é diversão na certa. Esses seres amarelos que veneram os malvados são muito divertidos!!!

Há quem ache o filme um pouco violento para crianças pequenas – como eu fui criança nos anos 80 sem maiores traumas, com os bem violentos Pica Pau e Tom & Jerry, creio que os pequenos sabem diferenciar a violência da vida real daquelas espalhafatosas dos desenhos.

O filme é conta a história dos minions desde que eram seres de uma única célula até pouco antes de conhecerem o Gru (do filme “Meu malvado favorito”). Uma aula de história mundial, com algumas sacadas bem adultas e outras bem ao gosto infantil.

minions

Além de ser um filme que rendeu boas gargalhadas, vai ficar para sempre na minha memória com um gosto doce: a primeira vez que levamos nossa filha ao cinema!

Meu marido botava fé que ela iria aguentar a sessão inteira; eu apostei em 20 minutos. Perdi. Ela ficou vidrada na telona. Isso só foi possível, porém, com o apoio de pipoca (muita), leite, pular de um colo para outro e de volta para seu assento e muda de novo… O fofo foi que nas cenas bem agitadas ela dava risada. Que gostoso ouvir isso. Espero que ela também tenha gostado de ouvir nossas risadas. Que não foram poucas :-)

Férias, aniversário, rotina

Sair de férias é a melhor parte do ano. Junto com o meu aniversário, o aniversário dos meus mais queridos, o Natal e a Páscoa. Também adoro os feriados. E festa junina. E finais de semana.

Acho que gosto da maior parte do ano.

Agosto é que tende a ser chato. Não tem feriado, nem data comemorativa. O que salva é o aniversário do meu irmão e de uma amiga que adoro, mas que quase nunca comemora. Também é de um amigão, só que ele mora em outro país.

E por que estou pensando em agosto?

É que este julho até agora foi TÃO bom, tão cheio de experiências, risos, abraços, novidades, que eu estou um tiquinho triste de as férias terem terminado.

Gosto muito do meu trabalho, mas nada se compara a férias bem aproveitadas.

Como eu praticamente emendei dois períodos de férias extremamente gostosos, diria que perdi a prática da rotina. Isso vindo de uma pessoa que adora rotina!

Vamos que vamos.

Amanhã é aniversário da minha princesa e o dia será especial. Para lá de especial. Dia de agradecer pelo presente mais valioso que já ganhei.

Nada de ter medo de agosto, Júlia, porque julho ainda tem dezenas de bons frutos a dar.

Hugh Grant ainda convence como galã (pelo menos para mim!)

O estado de espírito influencia muito a experiência. Já falei disso aqui no blog em mais de uma ocasião e continuo colhendo exemplos…

Dessa vez foi com o filme “Virando a página”, com Hugh Grant e Marisa Tomei. Comédia romântica norte-americana não é meu forte. Em regra. Se os astros se alinharem, a história não for 100% clichê, os atores forem bons e o humor estiver afável, meu sorriso cúmplice aparecerá durante o filme.

virando a pagina

Eu estava justamente neste clima e curti bastante a história do roteirista cujo sucesso ficou no passado e, para pagar as contas, aceita o emprego de professor de uma universidade mediana em uma cidadezinha. Você já sabe o que vai acontecer. Romance, redenção, erros transformados em aprendizado. Nada inovador, não discuto. E, ainda assim, muito gostoso de se assistir em razão do charme de Hugh Grant e uma predisposição a achar a trama uma boa distração.

“Um lugar perigoso”

Luiz Alfredo Garcia Roza envelhece e não perde a mão.

A décima aventura do delegado carioca Espinosa é tão boa quanto as anteriores. O que mais adoro nas histórias é que sempre fica um quê de dúvida no leitor, nunca se sabe exatamente se alguns dos eventos ocorreram na realidade ou somente na mente da pessoa.

Em “Um lugar perigoso”, Espinosa tem menos destaque do que nos livros anteriores, o que é uma pena porque adoro o personagem. Desta vez, ganha relevo o professor Vicente. Ele sofre de uma síndrome que o faz perder a memória. Para continuar “funcionando”, o doente preenche essas lacunas com criações que acabam se tornando reais, já que ele não sabe distinguir memórias reais daquelas inventadas.

Foto por Júlia A. O.

Foto por Júlia A. O.

Ao fazer sua arrumação anual, Vicente descobre uma lista com o nome de dez mulheres. Nomes que ele não reconhece. Ele começa a ter sonhos vívidos de um corpo de mulher desmembrado. Teria ele assassinado essas dez mulheres? Por que a lista, sem título que indique que mulheres são essas?

Ele procura o delegado, para que investigue o crime que seque sabe se ocorreu. Sem corpo e sem nenhuma outra evidência, o delegado não tem o que investigar. Há de se esperar o professor relembrar mais algum pedaço da história, se é que esse crime é real ou imaginário…

Exceleeeeeente suspense!

Centavos de terror

Sempre antenada aos últimos lançamentos de seriados que recaiam dentro de seu leque de gosto pessoal, a Michele, do blog Resumo da Ópera, havia falado muito bem sobre “Penny dreadful”.

Lá fui em conferir.

E não me decepcionei!

 penny dreadful personagens

O seriado é de terror para os mais fracos (leia-se: eu, que fiquei com medo, confesso) ou de suspense, para aqueles de coração mais resistente. Na Londres dos 1.800s, o cidadão comum não imagina que um outro mundo esteja logo ali, nas sombras. Já alguns cidadãos não comuns conhecem esse lado negro e nele se embrenham por diferentes motivos (pessoal, financeiro, em busca de aventura).

Sir Malcolm é o senhor (ainda galã, as meus olhos) que procura a filha desaparecida, refém de uma dessas criaturas terríveis. Vanessa Ives é a sensual médium, que ajuda Sir Malcolm nessa empreitada e que o auxilia na formação de um grupo de pessoas corajosas, como o americano desgarrado Ethan Chandler, o mordomo misterioso, o médico Victor Frankeinstein, entre outros.

A produção é para lá de espetacular! O colorido macabro somado à riqueza de detalhes dos ambientes e roupas te transportam para a tela e te fazem sentir como parte da cena.

Só assisti três episódios e por enquanto a personagem de Eva Green – a sensitiva Miss Ives – é disparada minha favorita. A atriz é sexy por natureza, de um jeito felino, com um quê de perigoso. Sua atuação é de botar medo, o que no caso dessa série é um trunfo. É inegável que ela guarda segredos de carga explosiva, que talvez a tornem um pouco má – só que eu não os conheço e não pude deixar de torcer para que ela saia sã e salva dessas explorações pelo mundo sobrenatural.

PS: Por que a série se chama “Penny Dreadful”, se não há nenhuma personagem de nome Penny? Investigando, adorei a história do nome – publicações populares com histórias de terror eram chamadas de “penny dreadful”, o que se poderia traduzir por centavos de terror.

“Submissão”

Olha quem está de volta de longas férias? Eu!

Este ano, o prazer que ler me dá andava em baixa. Comecei super bem com “O tempo entre as costuras” e depois não encontrei mais NADA que me agradasse de verdade. Minha sorte começou a mudar. Finalmente.

Não costumo ler algo que acabei de comprar (esquisita, não?). Em geral, compro, coloco na estante (na verdade. Em qualquer lugar que caiba na minha casa) e leio quando surgir a vontade. Este eu li direto da sacola de compras, porque eu precisava desesperadamente dar uma mudada nas minhas escolhas de leitura. Precisava dar um jeito de voltar a ter aquela coceira de querer ler todo o tempo livre que me sobrar. E se este livro não me deu essa coceira, ele fez meu cérebro voltar a funcionar e as palavras a ressoarem após eu me desligar da página impressa.

Tenho muito a agradecer a “Submissão”, de Michel Houellebecq.

submissao

Em 2022, as eleições presidenciais na França tem como ganhador um candidato muçulmano, Mohamed Ben Abbes. Os conflitos não noticiados logo antes das eleições e as mudanças impostas pelo partido islâmico são vistos pelos olhos de François, professor de literatura da Sorbonne.

François é o típico narrador com o qual antipatizo. Não tem conceitos morais fortes, é apático, é tarado, é desinteressado e desinteressante. E como eu gostei de um livro com um personagem central tão repugnante?

É que a ideia ficional é muito curiosa. E a possibilidade de acontecer a torna ainda mais interessante. E talvez um pouco aterrorizante para quem não deseja ser obrigado a seguir os preceitos de uma religião que não a sua.

Também te faz pensar em o que é melhor para a sociedade como um todo, em como entendemos o que é bom ou ruim com base em nossa cultura, que existe mais de uma forma possível de vida, que é difícil julgar se você não foi criado em determinada crença, que a imposição da minha religião talvez seja igualmente ofensiva para quem não crê nela, que talvez o mundo ocidental passe a ter uma nova ordem, que eu não gostaria de ser excluída do mercado de trabalho/estudo/monogamia e tantas e tantas questões.

Não foi um livro pelo qual me apaixonei – para isso eu PRECISO de um personagem apaixonante. Foi um livro que me fez refletir, que me tirou da onda de livros bobos, que me fez voltar a ter gosto pelo o que a leitura proporciona: o estímulo das células neurais!

Correndo no spa? Correndo do spa

Tendo 8 dias a mais de férias que meu marido, não quis gastá-los todos em São Paulo. Como não faz sentido eu viajar para um lugar bacana sem meu preferido companheiro de viagem, imaginei que 3 dias de relaxamento num spa seria uma excelente ideia.

Só que foi uma ideia de girico.

O problema todo consistiu na não correspondência entre o que um spa oferece e o que eu pretendia. Eu pretendia ficar tranquila. E isso significa, para mim, acordar tarde, ler um monte, ver um filme, comer algo gostoso. Um spa (pelo menos o que eu escolhi) oferece acordar cedo, um monte de aula de ginástica e pouca comida.

Ou seja, ao invés de ficar no dolce far niente eu estava passando fome. E sozinha. Imagina o mau humor. E o desalento.

Até que meu marido me “permitiu” desistir, dizendo que se não estava bom, por que eu não considerava voltar antes para casa? Passei o dia jogando com a ideia para lá e para cá na minha cabeça. E quando pensei “por que não?”, um alívio me invadiu e tive a certeza de que era a decisão acertada!

Quando cheguei em casa, vi minha filha dormindo, dei um beijo no meu marido, comi um chocolate e sentei na minha cama para ler uma revista percebi que, sim, era ali que eu queria estar. E que da próxima vez eu não vou decidir nada às pressas, porque para ficar longe da minha família, o programa tem que valer a pena!

De todo jeito, esse post não é para chorar as pitangas de uma escolha errada e sim para contar de forma bem-humorada os acontecimentos nesses 2 dias e meio de spa:

– Não quero nunca mais ver chia na minha frente. Imagina ter quase todos os pratos salpicados com a semente. É melancia com chia. É salada com chia. É frango com chia. Tira essa maldita no meu prato!

– Na sexta eu estava sozinha no spa. No sábado, as companheiras eram uma senhora bem gorda e uma mulher sarada. A mulher sarada era a típica soccer mom (expressão que os americanos usam para aquelas mães que não trabalham, cuidam do corpo e da beleza e ficam em função de buscar e levar os filhos). Bom, além da raiva de ver o corpo da soccer mom que definitivamente não precisava do spa, ela ficava gritando na aula de hidroginástica “queima, queima, queima”. Será que as calorias precisam de incentivo verbal para serem queimadas? Residirá aí minha dificuldade de emagrecer?

– No domingo, minha companheira era uma senhorinha de 102 anos que “alugou” o instrutor de musculação, que não pôde caminhar comigo na orla porque tinha que andar a 1 km/h com ela.

– E falando em velhinhas, os elogios que eu recebi dos professores não surtiram nenhum efeito na minha auto estima. Para quem está acostumado com senhoras de pernas varicosas e dezenas de kilos a mais, é óbvio que impressionavam meu “pique” e “coordenação”. Por mais que esteja longe do corpitcho de uma blogueira fitness, eu sempre fiz ginástica e tenho só 35, né?!

– Senti-me uma daquelas crianças enjoadas para comer. “Será que a banana pode vir sem canela?”. “Será que dá para trocar esse iogurte natural por outra coisa?”. “Não como melão”. “Não como mamão”. “Não como caqui”. “Não como pudim de coco”. E por aí vai… Até que fiquei com tanta vergonha que comecei a comer gelatina, kiwi e outras coisas das quais não gosto só para não me sentir a crica da alimentação.

– A sociedade brasileira não confia no pai. Não bastasse a culpa e a saudade de estar longe da minha filha, quando eu dizia que a deixei aos cuidados do pai, a cara de espanto era geral. Pessoal, minha filha não estava com uma pessoa qualquer, era com o PAI dela. Tadinhos, ninguém bota fé nos pobres pais.

Deu para sentir o drama do meu final de semana, não?