Podia ser do Woody Allen

amante a domicilioJohn Turturro aventurou-se na direção e convidou Woody Allen para atuar ao seu lado. O resultado de “Amante a domicílio’ é um filme que poderia muito bem ter sido escrito por Woody. Lá estão os diálogos inteligentes e engraçados, os personagens que fazem confusão de sua vida, os poucos recursos visuais que fazem com que você foque nas trama em si, aquela risadinha que o espectador dá ao final da história… Um filme bem legal, portanto!

E se eu não achei que iria me convencer com o feio John Turturro no papel de um homem que acaba virando “amante a domicílio” de senhoras distintas e endinheiradas, me enganei. Woody Allen é seu amigo que o convence a adotar a profissão mais antiga do mundo quando os dois se veem em apuros financeiros. De amigo, Woody vira cafetão.

O filme também traz outro mundo que parece inconciliável com a história de um prostituto: um bairro de judeus ortodoxos. Ainda assim, tudo funciona, com bastante humor.

Com todo o risco de se tornar um filme pornô ou pouco crível, a condução da história é certeira e suave.

 Para quem gosta dos filmes de Woody Allen, assista hoje!

Mistura que não funcionou

caminhos da florestaVocê vê que a Meryl Streep participa do filme e pensa que não tem como errar. Só que nem a Meryl é livre de fazer escolhas ruins. E “Caminhos da floresta” foi uma escolha errada.

Chato, confuso, sem graça. Não se decide se quer ser engraçado ou sombrio, juvenil ou para todos os públicos, moderno ou com um pé na tradição das histórias já consagradas. Ainda que os atores de Hollywood possuam essa incrível capacidade de atuar, cantar e dançar, as músicas são fracas ao ponto de não importar se quem as canta é bom ou não.

O enredo? Uma mistura dos contos infantis da Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Cinderella e João e o pé de feijão. E uma bruxa. Sempre tem que ter uma bruxa, que nesse caso serve para unir as histórias. Só que as histórias se unem de maneira tão tola e superficial que nem Meryl salva “Caminhos da floresta”.

Matemática da guerra

jogo imitacaoEstou bem atrasada nos filmes do Oscar. Meu queridinho é “O grande hotel Budapeste”. E agora assisti a outro dos concorrentes que é muito, muito, muito bom: “O jogo da imitação”.

Baseado em fatos reais, Benedict Cumberbatch é Alan Turing, prodígio da matemática que foi recrutado pelo serviço de inteligência britânico para “quebrar” o código usado pelos alemães para suas principais comunicações. Como todo gênio, tinha dificuldade de relacionamento e era bem excêntrico. Para piorar o cenário de sua vida pessoal, o coitado tinha de esconder sua homossexualidade, considerada como crime nas décadas de 40-60.

Benedict está excelente no papel e a história é muito bem conduzida, tratando tanto do jogo da guerra, de matemática, da questão da homossexualidade, tudo de forma competente, intrigante e muitas vezes divertida.

Um forte competidor pelo prêmio!

MYFrenchFilmFestival

Corram! Até o próximo dia 16/02 está disponível o site MyFrechFilmFestival, que te permite assistir pela internet 10 longas e 10 curta-metragens.

De início, alerto que a qualidade da imagem fica prejudicada pela lentidão da internet brasileira. Ainda assim, é talvez a chance única de conhecer algum dos títulos lá disponibilizados.

O primeiro que assisti foi “Respira”, dirigido pela charmosa atriz Mélanie Laurent (mais conhecida pelo filme “Bastardos Inglórios”). O título não podia ser melhor: a personagem principal tem problema de asma e o espectador também começa a sofrer um certo incômodo respiratório conforme o filme se aproxima do final. Charlie é uma adolescente em uma cidadezinha francesa que tem seu mundo revirado com a chegada de uma nova aluna, Sarah. Sarah é sensual, descolada, envolvente. Faz de Charlie sua melhor amiga, a envolve em jogos mentais sem que a ingênua Charlie perceba a arapuca na qual está caindo. Então Charlie descobre a verdade que Sarah tanto esconde e a linda amizade não é mais tão linda assim.

Meu problema com personagens adolescentes é que em geral eu quero torcê-los pelo pescoço. É prepotência, é falta de amor próprio, é a necessidade do grupo, é a paixão que cega, é a dificuldade de se impor ou a necessidade de se destacar a qualquer custo, é a aceitação de amizades tóxicas… Não que adultos estejam livres desses “perigos”, mas em geral a gente consegue superar a maior parte deles, ao passo que a vida dos adolescentes revolve em torno disso. E aí entra minha vontade de bater naqueles que são bacanas e se deixam levar por escolhas ou pessoas ruins.

Não vou dizer que adorei o filme, mas vou aplaudir a diretora por um final inesperado e que me deixou incomodada.

Num tom bem mais leve, “As moças”, de Mona Achache, é uma mistura “Sex and the city” com “Os homens são de marte…e e para lá que vou”. A história já batia da moça de trinta que se vê solteira, arruma um grupo novo de amigas para se divertir e conhece caras com validade de uma noite. Um repeteco do que já se viu por aí e ainda assim engraçado para quem se identifica ou reconhece uma amiga naquela situação.

Por fim, escolhi o curta “Shadow”, ambientado em Taipei, sobre um rapaz que trabalha com teatro de sombras e se apaixona por uma moça que vê passar na rua. O desenrolar da trama é bem maluco e não posso afirmar que tenha entendido a “moral” da história. Talvez não exista, seja somente uma ideia doida que o diretor Lorenzo Recio quis passar para a tela.

O curioso é que não importa a temática: nos filmes franceses se fuma MUITO.

Curry indiano x tailandês

O titulo é para chamar atenção. Não vou tecer uma longa lista comparando o curry indiano com o tailandês. Os dois são deliciosos! Deixo para você a tarefa de experimentar ambos e dar seu veredito.

Para o curry indiano, eu recomendo o Tandoor. Eu amava o Govinda, tradicional restaurante indiano no Brooklin, que fechou. Então mudei para um restaurante no shopping Morumbi, que também fechou. Alguém me explica por que na megalópole São Paulo, com espaço para tantos gostos, os restaurantes indianos não estão indo bem? Agora descobrimos o Tandoor, no Paraíso (R. Dr. Rafael de Barros, 408). O lugar não é muito bonitinho, mas a comida…nhaaammmmm! E, o que achei mais curioso, vários indianos frequentam o lugar!

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Para o curry tailandês, a dica da minha amiga Flavia: Namga, em Perdizes (Rua Apiacás, 92). O curry indiano me é mais conhecido e o tailandês é mais perfumado. Tem, tem, tem, tem que pedir o arroz de jasmim com leite de coco. De matar de bom.

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Foto por Cristiano Cittadino Oliveira

Boa disputa!

A Adele romena

No youtube para procurar não sei o que me deparo com uma voz linda: Lucía. Uma adolescente romena que tem um quê de Adele. Ainda não tem disco, só algumas músicas em seu canal no youtube e a promessa de lançar um cd este ano. Siiiiimmmm, eu quero ouvir mais!