Myers-Briggs tipos de personalidade

Quando adolescente, uma das minhas atividades preferidas era fazer testes de personalidade em revistas juvenis. É um prazer incomparável quando o resultado do teste é exatamente aquilo que você pensa sobre você.

Como uma prova de que eu me conhecia e isso me tornaria mais propensa a ser feliz e atingir meus objetivos.

Já não leio revistas juvenis, nem encontro testes por aí…

isfj

Até topar com um teste grátis, online, baseado nos estudos da psicóloga Isabel Myers Briggs e sua mãe que, a partir da teoria das personalidades de Carl Jung, definiram um meio de identificar a que tipo de personalidade você pertenceria.

Foi a meia hora mais divertida do meu dia:

https://www.16personalities.com/

Há o teste completo e pago da fundação que leva o nome das pesquisadoras, mas o testezinho grátis já está bom, não é?

Para minha alegria, a descrição do meu tipo de personalidade ajusta-se exatamente no que penso sobre mim. Sou ISFJ-T. Introverted, observant, feeling, judgind, turbulent (o teste é em inglês).

Essa sou eu.

Introvertida, mas gosto de eventos sociais – características que sempre me pareceram compatíveis, ainda que haja quem confunda introversão com timidez. Quero que os outros gostem de mim; fujo de conflito; amo ser mãe; procuro relacionamentos estáveis, de confiança e nos quais meu empenho seja apreciado; me dedico às tarefas a mim confiadas; me sobrecarrego para não chatear os outros; tenho dificuldade com tarefas que exija somente criatividade; adora montar planos detalhados; busco harmonia.

E você? Você me conta que tipo de personalidade você é?!

Atualmente eu estou…

… me culpando por não ter comemorado o aniversário do blog, que foi dia 12. Parabéns meu querido esquecido! Ainda acredito que um dia a gente volta a ser companhia rotineira.

… lendo – e adorando – o calhamaço “O temor do sábio”, de Patrick Rothfuss.

… ouvindo uma música boa de dançar, da Pia Mia, “Touch”.

… assistindo a “Patrulha canina” no Netflix. Quase não tenho tempo de assistir a nada adulto, então eu obedeço a minha filha e sento juntinho dela para ver o mesmo episódio pela milésima vez.

… comendo com moderação. Na maior parte dos dias. Excluindo finais de semana e dias de nóia de chocolate.

… organizando a casa e quebrando a cabeça para fazer caber tudo que acumulamos nestes anos mais as aquisições para o novo membro da família, que logo chegará para aumentar o tamanho do meu coração, mas não da nossa casa.

“Os cem sentidos secretos”

Milênios separam o momento atual da minha última “leitura oriental”. Simplesmente não surgia o momento certo; ainda bem que “Os cem sentidos secretos”, de Amy Tan me pegou em uma fase sensível e delicada, ajustando-se perfeitamente ao que meus olhos e coração queriam.

É uma história muito bonita, com momentos de melancolia, tristeza, esperança e doçura. Trata de relações familiares, bem ao estilo Amy Tan; de amores (dos mais variados tipos); das diferenças de pensamento e de modo de viver norte-americano x chinês; de lendas; de destino; do que os cinco sentidos “comuns” não conseguem sentir…

Assim como ler Gabriel García Márquez, você tem que se render ao aspecto fantasioso e nele mergulhar, para assim curtir toda a experiência de um livro da escritora americana, descendente de chineses.

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(foto por Júlia A. O.)

“Os cem sentidos secretos” gira em torno de duas meia-irmãs: Olivia, nascida nos Estados Unidos e que sofre com a falta de amor por parte da mãe; Kwan, nascida na China e que já adolescente deixa o país natal para viver com a família de sua meia-irmã.

Kwan envergonha Olivia, com sua ingenuidade e desconhecimento da língua inglesa. Kwan parece não notar a aversão da irmã, por quem nutre grande carinho, que supera todas as maldades sofrida, e para quem confidencia seu poder de falar com fantasmas.

No final, o livro se resume na busca de ambas pelo amor: Olivia para preencher o vazio por sentir que nem sua mãe, nem seu marido a amam com todo o coração; Kwan, para provar sua lealdade amorosa, vinda de vidas passadas.

Mentir até quando?

De vez em quando eu encontro umas boas surpresas no Netflix ou na Apple TV e me pergunto por que tal filme não teve maior bilheteria ou repercussão quando estreou no cinema, ao passo que umas belas porcarias ganham tamanho destaque…

Uma dessas boas descobertas foi “A grande mentira”, com as excelente atrizes Helen Mirren e Jessica Chastain (há protagonistas masculinos, mas elas dominam a tela).

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Três agentes da Mossad são destacados para capturar um nazista na Berlim dos anos 60. O plano termina com o assassinato do criminoso e os agentes são condecorados pelo sucesso da missão. Trinta anos depois, surgem dúvidas se a captura foi realmente exitosa…

O que me surpreendeu é que a história mistura romance, suspense, ação, questões de cunho moral… Além de ser original! Se não fosse o final que eu achei um pouco forçado, o filme seria 10 estrelas.

A primeira infância

Um lenço de papel, uma toalha ou um balde, a depender do seu nível de “chorabilidade”.

No meu atual modelo para lá de sensível, nem o balde daria conta da corrente de lágrimas que inundou minha sala nos primeiros minutos do documentário brasileiro “O começo da vida”. Ao ponto do meu marido, que lida bem com meu chororô, ter perguntado se eu gostaria de assistir a outra coisa…!

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A linguagem do documentário é propositadamente emocional, para atingir a todo o tipo de público, não só aquele mais acostumado a argumentos mais complexos. O propósito é despertar em todos – cidadãos, empresas, políticos – a noção da imprescindibilidade do cuidado com a primeira infância como forma de construir a história humana com menos violência e mais “sucesso”.

O documentário é muito bem montado, com participação de famílias de diferentes países e configurações a estudiosos do tema (até prêmio Nobel). E destaca como o amor e o cuidado diário são as bases de formação de qualquer ser humano.

O discurso vai ao encontro do que eu acredito, ainda que nem todo dia eu consiga fazer as escolhas mais acertadas em relação a minha filha.  O importante é que carinho nunca é demais (assim como penso que colocar limites e dizer não é dar carinho).

Não sei qual seria minha percepção se eu não fosse mãe. Acredito que me emocionaria do mesmo jeito (com uma menor quantidade de lágrimas). Torço para que a mensagem do documentário de cuidar do “começo da vida” para que nossa história seja feliz atinja positivamente milhões de pessoas.